Monitoramento geotécnico · via InSAR

Deformação de poucos milímetros, detectada antes de virar risco visível.

Sismo compara a forma exata do terreno entre passagens de satélite, cobrindo a estrutura inteira da barragem — não só os pontos instrumentados.

Fonte de dado
Sentinel-1 (radar SAR, banda C)
Técnica
Interferometria / Persistent Scatterer
Intervalo de revisita
6 a 12 dias, conforme órbita
Escala de detecção
Deslocamento milimétrico na linha de visada
Interferograma · superfíciePar 2026-06-19 / 2026-07-13
Interferograma de radar da estrutura da barragem, com ponto de deformação detectado na crista
0 → 9 mmDeslocamento na linha de visada · dado bruto

01 — Lacuna de cobertura

A instrumentação mede pontos. A deformação não começa necessariamente num ponto instrumentado.

Piezômetros, inclinômetros e marcos superficiais medem com precisão os locais onde foram instalados. Entre esses locais, a avaliação depende de inspeção visual periódica, que registra o que já é perceptível em superfície — trinca, recalque, surgência.

Instrumento · ponto
medição contínua, cobertura restrita ao local
Inspeção visual
cobertura ampla, frequência periódica, evidência já perceptível
Intervalo entre pontos
sem série temporal própria de deslocamento

02 — O que o dado mede

Cada passagem do satélite é uma nova medida da forma do terreno.

A diferença de fase entre duas aquisições de radar sobre a mesma área corresponde à variação de distância entre o satélite e o solo. Acumulada ao longo de dezenas de passagens, essa diferença forma uma série temporal de deslocamento para cada ponto persistente da estrutura.

O deslocamento é medido na linha de visada do satélite, não na vertical. A decomposição em componente vertical e horizontal depende da geometria de órbita e é informada em cada relatório.

PS-047 · deslocamento acumulado na linha de visada (mm)
Passagens · 2026-01-14 a 2026-07-13

Limiar de atenção definido com o histórico geotécnico reportado pela estrutura. Acima dele, o padrão deixa de ser oscilação reversível e passa a ser deslocamento contínuo.

03 — Prova técnica

Um interferograma real, com a legenda de leitura usada em campo.

Par interferométrico · Sentinel-1 · órbita descendente

Deformação acumulada sobre o maciço · 2026-06-19 / 2026-07-13
Resolução do pixel · 5 × 20 m
Interferograma de radar sobre o maciço da barragem, com concentração de deformação na crista do talude de jusante
Escala de cor · deslocamento em linha de visada
0 mm · estável4 mm · atenção9 mm · afastamento do satélite

Como ler a imagem

Cinza uniforme
Área estável no intervalo entre as duas passagens: a distância satélite–solo não mudou além do ruído.
Gradiente claro contínuo
Transição gradual de deslocamento, típica de recalque distribuído sobre o maciço.
Concentração vermelha
Deslocamento máximo do par, aqui na crista do talude de jusante — 9 mm de afastamento do satélite.
Borda com salto abrupto
Descontinuidade de fase: pode indicar limite geométrico da estrutura ou perda de coerência, e é sempre verificada antes de virar alerta.
Área sem ponto
Vegetação densa, água ou obra em andamento; sem ponto persistente confiável naquele trecho.

O que é calibrado com o histórico geotécnico existente da estrutura

Etapa sem custo, antes de qualquer leitura operacional

A série de satélite só passa a ter valor operacional depois de ajustada ao comportamento já registrado na própria barragem. A calibração usa os dados que a equipe de segurança já possui — piezometria, inclinometria, marcos superficiais, nível de reservatório e histórico de chuva.

  1. C1

    Referência estável

    Definição da área de referência sem deformação conhecida, à qual toda a série é ancorada.

    Insumo: planta da estrutura e histórico de inspeção

  2. C2

    Decomposição da linha de visada

    Projeção do vetor medido conforme a geometria de órbita e a direção esperada de movimento do talude.

    Insumo: geometria do talude e seções de projeto

  3. C3

    Componente sazonal

    Separação da oscilação reversível ligada a nível de reservatório e regime de chuva do deslocamento residual.

    Insumo: piezometria e série de nível do reservatório

  4. C4

    Limiar de atenção

    O valor de alerta é derivado do comportamento histórico da própria estrutura, não de um número genérico.

    Insumo: inclinometria e marcos superficiais

  5. C5

    Validação cruzada

    Comparação da série InSAR com as leituras instrumentais do mesmo período, ponto a ponto.

    Insumo: leituras instrumentais dos últimos 24 meses

  6. C6

    Formato de entrega

    Frequência, recorte de área e critério de reporte ajustados à rotina do responsável técnico.

    Insumo: PSB e rotina interna de monitoramento

04 — Como funciona

Três etapas. Nenhuma delas exige instalação em campo.

Interferometria de radar (InSAR). Não é sismógrafo.

  1. 01

    Delimitação da área monitorada

    Você delimita o maciço, os taludes e a área de fundação que entram no monitoramento. Nenhum equipamento é instalado na estrutura.

  2. 02

    Comparação entre passagens do satélite

    Sismo compara a fase do sinal de radar do Sentinel-1 entre aquisições sucessivas sobre a mesma área. A técnica é interferometria de radar (InSAR / Persistent Scatterer) — não há sensor no solo nem medição de vibração.

  3. 03

    Classificação do padrão de deslocamento

    Séries com deslocamento contínuo ou em aceleração são separadas de oscilação sazonal reversível, e o resultado é entregue para análise do responsável técnico.

05 — O que muda na operação

Cobertura contínua entre os pontos instrumentados.

01
Toda a extensão da estrutura
Maciço, taludes e área de fundação avaliados por igual, não apenas onde existe instrumento instalado.
02
Detecção antes da evidência em superfície
Deslocamento milimétrico registrado em série temporal, antes de haver trinca, recalque ou surgência visível.
03
Cruzamento com o dado geotécnico existente
A série de deslocamento é lida junto ao histórico de piezometria, inclinometria e marcos superficiais da própria estrutura.
04
Sem instalação e sem intervenção em campo
O dado vem do satélite. Nenhuma equipe precisa acessar talude ou crista para gerar a medição.

06 — Objeção direta

“Isso substitui a instrumentação física que já temos?”

Não. Sismo cobre a estrutura entre os pontos instrumentados, como camada complementar. A instrumentação física continua sendo a medição de referência, e a leitura de risco permanece com o responsável técnico pela estrutura.

Limitações conhecidas do método

  • — Superfícies com vegetação densa ou água refletem o sinal de forma ruidosa e podem não gerar ponto persistente.
  • — A medida é na linha de visada do satélite; a decomposição vertical depende da geometria de órbita.
  • — A frequência de medição é limitada pela revisita orbital, não é contínua em tempo real.

Cubra a estrutura inteira, não só os pontos instrumentados.

A demonstração é feita sobre uma estrutura real da sua operação, com a série histórica de deslocamento já processada para a área indicada.

Agendar Demonstração

Calibração sem custo do modelo de deformação com o histórico geotécnico existente da barragem.

Nota técnica · 1 página · PDF

Como o InSAR detecta deformação de solo

Geometria de aquisição, formação do interferograma, ponto persistente, calibração com o histórico geotécnico e os limites do método. Sem material comercial.