Monitoramento geotécnico · via InSAR
Sismo compara a forma exata do terreno entre passagens de satélite, cobrindo a estrutura inteira da barragem — não só os pontos instrumentados.

01 — Lacuna de cobertura
Piezômetros, inclinômetros e marcos superficiais medem com precisão os locais onde foram instalados. Entre esses locais, a avaliação depende de inspeção visual periódica, que registra o que já é perceptível em superfície — trinca, recalque, surgência.
02 — O que o dado mede
A diferença de fase entre duas aquisições de radar sobre a mesma área corresponde à variação de distância entre o satélite e o solo. Acumulada ao longo de dezenas de passagens, essa diferença forma uma série temporal de deslocamento para cada ponto persistente da estrutura.
O deslocamento é medido na linha de visada do satélite, não na vertical. A decomposição em componente vertical e horizontal depende da geometria de órbita e é informada em cada relatório.
Limiar de atenção definido com o histórico geotécnico reportado pela estrutura. Acima dele, o padrão deixa de ser oscilação reversível e passa a ser deslocamento contínuo.
03 — Prova técnica
Par interferométrico · Sentinel-1 · órbita descendente

Como ler a imagem
Etapa sem custo, antes de qualquer leitura operacional
A série de satélite só passa a ter valor operacional depois de ajustada ao comportamento já registrado na própria barragem. A calibração usa os dados que a equipe de segurança já possui — piezometria, inclinometria, marcos superficiais, nível de reservatório e histórico de chuva.
Definição da área de referência sem deformação conhecida, à qual toda a série é ancorada.
Insumo: planta da estrutura e histórico de inspeção
Projeção do vetor medido conforme a geometria de órbita e a direção esperada de movimento do talude.
Insumo: geometria do talude e seções de projeto
Separação da oscilação reversível ligada a nível de reservatório e regime de chuva do deslocamento residual.
Insumo: piezometria e série de nível do reservatório
O valor de alerta é derivado do comportamento histórico da própria estrutura, não de um número genérico.
Insumo: inclinometria e marcos superficiais
Comparação da série InSAR com as leituras instrumentais do mesmo período, ponto a ponto.
Insumo: leituras instrumentais dos últimos 24 meses
Frequência, recorte de área e critério de reporte ajustados à rotina do responsável técnico.
Insumo: PSB e rotina interna de monitoramento
04 — Como funciona
Interferometria de radar (InSAR). Não é sismógrafo.
Você delimita o maciço, os taludes e a área de fundação que entram no monitoramento. Nenhum equipamento é instalado na estrutura.
Sismo compara a fase do sinal de radar do Sentinel-1 entre aquisições sucessivas sobre a mesma área. A técnica é interferometria de radar (InSAR / Persistent Scatterer) — não há sensor no solo nem medição de vibração.
Séries com deslocamento contínuo ou em aceleração são separadas de oscilação sazonal reversível, e o resultado é entregue para análise do responsável técnico.
05 — O que muda na operação
06 — Objeção direta
“Isso substitui a instrumentação física que já temos?”
Não. Sismo cobre a estrutura entre os pontos instrumentados, como camada complementar. A instrumentação física continua sendo a medição de referência, e a leitura de risco permanece com o responsável técnico pela estrutura.
Limitações conhecidas do método
A demonstração é feita sobre uma estrutura real da sua operação, com a série histórica de deslocamento já processada para a área indicada.
Agendar DemonstraçãoCalibração sem custo do modelo de deformação com o histórico geotécnico existente da barragem.